quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Ídolos

Alguns podem estar pensando que meu texto é sobre o programa da Record, que fabrica artistas que estão no anonimato, para aparecerem um pouco na TV e voltarem ao anonimato. Mas na verdade meu texto fará menção à minha sensação de realização após um ano que acompanhei de perto uma série de ídolos da minha infância e adolescência.

Nesse caso exclusivamente, vou falar de música. Por ter um gosto musical um pouco exótico (acho que é a melhor palavra pra isso não soar prepotente), é raro eu poder acompanhar de perto um artista que eu idolatro, que acompanho a vida, que conheço as músicas e etc. Esse ano tive a oportunidade de ver o Living Colour (pela 3ª vez), o Faith no More e em dois dias verei de perto o genial AC/DC. Ver o Corey Glover, o Mike Patton e agora o Angus Young é o êxtase de alguém que acompanhava essas caras, por fitas cassetes gravadas e VHSs emprestadas, desde pequeno.

Fugindo um pouco da música e da minha experiência pessoal (se deixarem eu falo nela o texto todo), admiro muito todas as pessoas que têm ídolos. Que se espelham em alguém. Conheço gente que segue o Pelé, o Felipe Massa, o Marcelo Serpa, o Isay Weinfeld. Mas além desses, me tocam muito, as pessoas que tem esses exemplos dentro da própria casa. Que admiram seus avós, seus pais, seus companheiros e até mesmo seus filhos.

Disso tudo, só chego a uma conclusão. Feliz daquele que admira e idolatra alguém, independente de quem seja. E feliz do ídolo que consegue lidar com isso e continuar sendo idolatrado!

Voltando a minha vida pessoal, abaixo AC/DC!!!

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Loira da Uniban ou Loira do banheiro?

Lembram da loira do banheiro? Lenda urbana que nos assombrava e que eramos instigados a invocar nas noites das nossas infâncias? Pois é, acho que depois de tantas crianças e adolescentes chutarem privadas, falarem palavrões e puxarem descargas ela apareceu, e em grande estilo.

Pelo menos acho que foi isso que vi ontem no fantástico; a famigerada loira da Uniban dando entrevista e possando para fotos com fãs (Fãs?! Fãs!!). A miséria brasileira registrada e "discutida" em rede nacional na noite de domingo. Honestamente não sei por onde começo a dizer quão bizarro é isso tudo, antes de mais nada é preciso culpar o Fantástico que vêm se superando domingo após domingo: Belchior, Loira da Uniban e suicídio de uma garota de 5 ou 6 anos que a revista eletrônica da rede Globo teve a falta de noção e escrúpulo para reproduzir são exemplos da fantástica ausência de ética, pauta e consciência de quem está comandando o domingo a noite do maior veículo de comunicação do país.

Culpar só o Fantástico não é justo também, afinal de contas, o assunto ganhou destaque em toda mídia. E ai os culpados somos nós, que alimentamos esse tipo de notícia! Nós que elegemos a celebridade instantânea "Loira da Uniban"! Ok, você vai dizer que não faz parte desse grupo, e eu digo que se ela está no Fantástico é por que você tem sua parcela de culpa sim. Se encaminhou o vídeo dela sendo escoltada pela polícia, se comentou com seus pais, amigos, porteiro ou taxista o tema você faz parte dessa esculhambação da racionalidade e bom senso. Eu também, tanto que escrevo sobre isso.

Agora vamos ao episódio em si, pensar em como ele é surreal: a menina foi de roupa curta na faculdade e saiu escoltada pela polícia aos berros de "vagabunda" e "puta". Na minha opinião isso revela um completo despreparo das instituições de ensino do nosso país e consequentemente na qualidade dos cidadãos que estamos produzindo. A faculdade tratar o caso como caso de polícia é inadimissível, por mais que o gosto da loira para se vestir seja discutível (pra ser educado) ela estava nitidamente dentro dos padrões sociais aceitos atualmente. Ou ninguém nunca viu vestido mais curto à tarde na TV, nos Shoppings, Parques etc?

E os alunos então? Não consigo adjetivar a imbecilidade e despreparo dos envolvidos no episódio, sei que a manifestação de massa não tem cara e muitas vezes não têm consciência, mas um par de neurônios é mais que suficiente para resolver o dilema moral e de justiça presente ali. Queria saber se eles defendem seus direitos como alunos com tanta veemência também na hora de fiscalizar as contas da instuituição de ensino que frequentam.

Por fim, a Loira. A loira feia, burra e mal vestida é celebridade e heroína nacional. A loira que quer aparecer, como devem ter comentado os alunos no dia do episódio, apareceu e muito. A completa falta de discernimento da sociedade brasileira está clara nesse simples episódio, que ninguém sabe por que virou assunto. Me sinto um derrotado escrevendo sobre isso, me sinto incomodado ao ver que a ausência de qualidade se sobressai e vira virtude em comparação ao excesso de defeito.

3 palavrões, 3 chutes na privada e 3 descargas depois a loira do banheiro apareceu pra mim, e pra vocês?

Rod, Abençoa Senhor a família.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Tá chegando a hora...



Pois é, amigos, está chegando a hora. Esse sábado acontece em São Paulo, a segunda edição do “Maquinaria Music Festival” brasileiro.
No ano passado já tivemos um belo festival, com Misfits, Sepultura, Biohazard e Suicidal Tendencies, porém teve uma divulgação muito mais segmentada para o público do metal/punk, e foi mais humilde em termos de investimento.

Esse ano, o festival cresceu...e muito. Trocou o Espaço das Américas, pela gigante (e de péssimo acesso) Chácara do Jóckey. E trouxe a banda que se reuniu depois de 10 anos de separação: Faith no More. Eu particularmente realizo um sonho ao ver esse show, já que a última visita deles ao Brasil foi em 92 e eu era muito novo. Vai ser genial!!! Rumores dizem que o cachê da banda para essa turnê gira em torno de US$800 mil. Assim, para atrair mais gente ainda, teremos ainda o Jane’s Addiction (genial também), Deftones, Sepultura e a Nação Zumbi.

Leiam abaixo a carta em que o Faith no More anunciou o seu retorno e o clipe de Zombie Eaters, tirada do melhor disco da banda!

"O FAITH NO MORE sempre se destacou como uma espécie única de besta; parte cão, parte gato. A sua música era quase tão esquizofrênica quanto as personalidades de seus integrantes. Quando funcionou, funcionou muito bem, mesmo que a química tenha sido sempre volátil.
Ao longo de 17 anos de nossa existência, a parte mental, física e energética necessária para sustentar esta criatura foi implacável para o desfecho da história. Embora o fim tenha sido amigável, quando finalmente livres, todos seguiram caminhos para extremos opostos dentro do universo.
Nos 10 anos que se passaram desde a nossa decisão de acabar com a banda, constantes rumores ocorreram, além dos pedidos dos fãs e promotores em geral. Mesmo assim, por qualquer razão que seja, nenhum de nós manteve contato frequente, muito menos para discutir as possibilidades de voltar a tocar juntos.
O que mudou, foi que neste ano (2008), pela primeira vez, todos nós decidimos sentar juntos e conversar sobre essa possibilidade.
E o que nós descobrimos é que o tempo nos proporcionou distância suficiente para poder olhar para trás, e enchergar todos esses nossos anos juntos através de uma lente mais clara, e que nos fez perceber que apesar de todo o trabalho duro, a música ainda soa bem, e estamos começando a apreciar o fato de nós podermos fazer algo realmente certo.
Nos encontramos em um momento em que temos zero de obrigações com gravadoras, e ainda somos jovens e fortes o suficiente para entregar um setlist fodido, cheio de entusiasmo, não só para rever o nosso passado mas possivelmente acrescentar algo para o nosso presente.
Então, com isto, decidimos realizar nossas aspirações coletivas, saltar este precipício juntos e....
VOLTAR!
Podemos apenas esperar que a experiência de nos jogar juntos nessa novamente trará erros e surpresas o suficiente para manter vivo o legado da FNM.
Quem sabe onde isto vai acabar? ou o que trará... só o futuro sabe.
Mas estamos prestes a descobrir!
O FAITH NO MORE é: Mike Bordin, Roddy Bottum, Bill Gould, Jon Hudson e Mike Patton."