terça-feira, 13 de outubro de 2009

2016: Space Oddity in Rio



Sexta-feira, 2 de outubro de 2009. Para mim, pelo menos, esse será um daqueles dias que no futuro você vai pensar: eu vivi isso! Será um daqueles momentos que você irá contar emocionado para seu filho ou neto: eu estava almoçando num restaurante japonês com a galera do trabalho e acompanhando na tv do celular o Rio ter sido escolhido sede das olimpíadas de 2016! A primeira na até então descartada América Latina.

Falo isso, pois como 11 de setembro e muitas outras datas, 2 de outubro ficará na história do nosso país. Ficará por que, mesmo apesar das críticas, hoje o Brasil é um país capaz de realizar um evento desse porte. Hoje temos força política para derrotar países de primeiro mundo numa escolha desse tipo, hoje temos capacidade de apresentar um projeto muito bom para ganharmos a confiança mundial de organizarmos uma Olimpíada.

É lógico que os chatos e o Chato de plantão vai criticar tudo, dizer que torceram contra e que é um absurdo o Brasil se preocupar em fazer olimpíadas ao invés de outras coisas básicas. De todo pensamento “Chatista” só concordo que realmente temos outras prioridades que devemos nos atentar antes de trazer a olimpíada pra cá, acontece que o projeto olimpíada é encabeçado pelo COB (Comitê Olímpico Brasileiro) e na lista de pendências do mesmo a olimpíada no Brasil é sim prioridade. Quem dera tivéssemos pessoas competentes a frente de outros comitês e organizações das demais áreas. Importante: não acho que o presidente do COB é um puta cara nem nada, mas é inegável que o esporte olímpico brasileiro evoluiu sob sua administração (deveria ter evoluído muito mais).

Acho que as pessoas que torcem contra e criticam deveriam tomar a postura mais ativa em relação a “palhaçada”, segundo elas, que é olimpíada no Brasil. Exemplo: se imaginamos que o jogos olímpicos no Rio serão apenas um pretexto para lavagem de dinheiro, devemos fiscalizar e não dizer que é errado ter os jogos por que o superfaturamento fatalmente irá acontecer. Se for assim essas pessoas tem que ser contra obras do de saúde pública, transporte coletivo e até educação. Como diria o caipira, uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa. A Olimpíada é do caralho, obra superfaturada não.

Então, ao invés de torcermos contra esperando motivos de no futuro dizer: “Eu avisei que ia ser essa pataquada!” sugiro que façamos parte e nos responsabilizemos por fiscalizar esse bando de pilantras que administram tudo no Brasil. São pilantras que fizeram algo bom pelo país que é trazer as olimpíadas; uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa.

Uma coisa é: Olimpíadas no Rio é do caralho. A segurança ser uma bosta e a pilantragem dos políticos é outra coisa. Então vamos comemorar essa coisa que aconteceu agora e nos preocuparmos com as outras coisas que ainda não aconteceram, por que apesar do que dizem; elas não precisam acontecer.

Pro (C)chato de plantão, fica a dica:
www.transparenciaolimpica.com.br

Rod, Partiu pro Rio!

11 comentários:

  1. Orçamento total da União: R$ 1 Tri
    Gastos do Pan-Americano: R$ 3,7 bi (8x mais que o previsto de R$ 414 mi)
    Previsão Gastos Olímpiadas: R$ 26 bi.
    Se gastarmos 8x mais que o previsto como aconteceu no Pan, serão R$ 208 bi. Vamos considerar que se gaste só 4x mais, R$ 104 BI.
    Vale lembrar que os gastos com educação anuais são cerca de R$ 40 bi.
    Você afirma que nosso dever é fiscalizar, o que acho totalmente certo, mas antes de tudo, eu acho que é um grande desperdício de dinheiro. mesmo que não tivesse nenhuma corrupção na organização. Como eu já disse, a merda já foi feita, agora o que nos resta é fiscalizar.

    http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=406
    http://www.imil.org.br/blog/mitos-sobre-sediar-as-olimpiadas/
    http://www.imil.org.br/artigos/2016-a-miragem/

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  2. Quem vendeu o projeto e conseguiu a verba foi o COB. O COB não pode apresentar projetos para educação, essa não é a área de atuação dele. Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa...

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  3. Ótimo post. Com certeza demosntram uma evolução política muito grande no Brasil. Os jogos trarão investimentos, empregos e um grande aquecimento do nosso mercado!

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  4. O brasil também poderia mandar um foguete espacial para Marte. Imagina o reconhecimento mundial, os empregos e os investimentos... Nem que para isso, tenham que criar um novo imposto, já que aqui ainda não tem muito né...

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  5. Poderia sim, e digo mais; poderia explorar a base de Alcântara - MA bem melhor gerando mais recursos para o país.
    O problema não é alta carga tributária, o problema é não utilizá-la da forma correta. Mas não sei por que ainda perco meu tempo com você...

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  6. Ao invés de 40% do PIB, poderíamos ter 100% de carga tributária sobre o PIB. Imagina o progresso que o Brasil teria, com todos os produtos e serviços monopolizados pelo setor público.
    Não existe almoço grátis.

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  7. Adoro financiar corrida de saco e dança da cadeira. No fundo enquanto alguns brincam, outros trabalham pra financiar o idolatrado "esporte".

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  8. Política esportiva = educação. Enquanto tratarmos esporte como "dança da cadeira" não vamos a lugar nenhum.

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  9. "Em um sentido macroeconômico, todos os projetos de investimento que o governo empreende podem ser classificados como desperdício de riqueza. O fato de o setor privado não ter se interessado por esses projetos indica que eles são de baixa prioridade para os indivíduos. A implementação desses projetos pelo governo irá debilitar o bem-estar desses indivíduos, pois eles serão financiados à custa de outros projetos de maior prioridade que teriam sido empreendidos pelo setor privado caso não tivesse ocorrido esse desvio de recursos para as obras governamentais. Ademais, sempre que os produtores de riqueza comercializam seus produtos entre si, essa troca é voluntária. Cada produtor abre mão dos bens sob sua posse trocando-os por outros bens os quais ele acredita irão elevar seu padrão de vida.

    O ponto essencial é que toda a troca tem de ser voluntária. Caso ela não seja, os agentes estarão piores do que antes.

    As atividades do governo, entretanto, são de natureza coerciva; seu financiamento se dá pela violência. Os produtores de riqueza são obrigados, por meio de impostos, a ceder parte de sua riqueza para financiar serviços governamentais pouco desejáveis. Os produtores de riqueza são forçados a trocar mais por menos. Obviamente, isso diminui seu bem-estar.

    Suponhamos que o governo decide construir uma pirâmide, e que a maioria das pessoas considere isso como sendo algo de baixa prioridade. As pessoas empregadas nesse projeto precisam ter acesso a vários bens e serviços para poder se sustentar. O problema é que, como o governo não é um produtor de riqueza, ele terá de impor taxas sobre os reais geradores de riqueza da sociedade - aqueles indivíduos que produzem bens e serviços de acordo com as prioridades dos consumidores - para poder financiar a construção dessa pirâmide.

    Quanto mais pirâmides o governo resolver construir, mais riqueza real será confiscada dos geradores de riqueza. Disso, podemos concluir que o nível de impostos - isto é, a riqueza real roubada do setor que gera riquezas, o setor privado - será diretamente determinado pelo tamanho das atividades do governo.

    Se as atividades do governo pudessem gerar riqueza, elas seriam autofinanciadas e não iriam requerer confisco algum de recursos dos outros geradores de riqueza. E a questão dos impostos jamais surgiria. Mas dada a sua natureza, o governo não é capaz de fazer qualquer contribuição para a poupança interna de um país, aumentando o conjunto da poupança real - isto é, dos recursos disponíveis para o financiamento de alguma atividade econômica. As atividades do governo consomem riqueza. "

    Mais em:
    http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=298

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