terça-feira, 8 de setembro de 2009

8 de setembro: Residência ou Sorte?

Não sei o que é mais chato e difícl de fazer, descobrir qual é o sujeito na primeira estrofe no hino nacional ou aguentar o transito dessa cidade. Por isso, segue paródia de minha autoria:

Ouviram do Tietê as margens placidas
de um povo enrabado a buzina redundante
a nuvem encardida e os raios cínicos
fecharam o céu da pátria nesse instante

se o metrô, dessa cidade
conseguisse me levar pra zona norte
de busão, em velocidade
chegar na hora sem precisar da sorte

Marginal parada,
Interditada,
Me Salve! Me Salve!

Avenida Brasil, tráfico intenso, dia cítrico
Desengatado e pé no freio, o carro desce
esburacado o chão, choroso e ríspido
a imagem de um lixeiro a céu aberto

Gigante filas, muita tristeza
Sem fumo e alcóol, o tráfego é osso
Sarney e Lula é muita safadeza.

Congestionada
Quero ir pro Rio,
Mas sem fuzil
Não pega nada!

E quem nos fode anda de navio,
Terra parada,
Brasil sil sil!


PS: O sujeito é "As margens plácidas do Ipiranga", e a paciência para o trânsito não se acha no Google.

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